terça-feira, 10 de maio de 2011



Estávamos todos juntos.
Ele aproximou-se e disse: 'vem comigo'
e eu: 'porque?'
e ele: 'vamos sair daqui'.
A voz dele hipnotizava-me, não fiz mais perguntas, não falei, apenas o segui.
Quando saímos de lá e já ninguém estava por perto, ele levou-me para as bancadas. Estava deserto, não havia nada, não havia ninguém. Só eu e ele.
Eu sentei-me, mas ele deu-me a mão e levantou-me.
Nesse momento ficámos perto. Tão perto que eu ouvia a sua respiração. Ainda me estava a agarrar a mão, e a outra estava na minha cintura, impedindo-me de me afastar. Não é que eu conseguisse, por muito que quisesse eu gostava de estar ali com ele.
Começou a ficar nervoso e a rir-se, envergonhado. Baixei a cabeça e senti medo.
E se ele me deixasse como os outros?
E se aquilo fosse tudo encenado?
Tinha medo de acordar e que ele desaparecesse numa súbita núvem de fumo. Tinha medo de que não passasse de um sonho.

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