quarta-feira, 8 de junho de 2011

É, lá fomos nós de viagem outra vez.

Tentei desta vez dirigir-me para outro sitio. Desta vez não fui para a floresta, fui para a praia. Não queria pensar nele novamente, por isso em vez de ir para o meu paraíso, fui para um sitio que me dava apenas conforto. Então foi com o vento e o barulho do bater das ondas nas rochas, com o som das gaivotas e de uma suave música, fiz o rapaz que amo aparecer.
Estavamos deitados na areia, e ele repetia as palavras que já me tinha dito, mas à algum tempo. A sua voz fazia todo o meu corpo estremecer.
"Gosto muito de ti", "agora tens-me a mim", "eu sei que me adoras", "Princesa, és só tu", "Amor, és perfeita assim" (...) relembravas-me todas as frases que me dizias, relembravas-me todos os toques, todos os olhares, e enquanto estavamos deitados e a minha cabeça estava sobre o seu peito, ele abraçou-me e afoguei-me nos seus braços. Dava-lhe suaves beijos no seu pescoço, sentindo o seu perfume.


De repente as palavras começavam a ficar mais distantes até que a praia, tudo desapareceu. Dei por mim na sala, com as lágrimas nos olhos.
Sabes o que é que eu gosto nos meus sonhos?
É que te trazem de volta. Apesar de ter de me despedir todas as noites, ficas aqui durante um bocado.
Amo-te.
Não consigo perceber, por muitas vezes que eu diga que tenho saudades tuas, não faz diferença nenhuma.

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